Suddenly I see
This is what I (don’t) wanna be.
Eu devia ter uns 12 ou 13 anos quando era apaixonada por acompanhar programas de moda, a exemplo do extinto GNT Fashion. Eu não queria ser modelo, eu queria ser a Lilian Pacce, que tinha acesso ao backstage e entrevistava estilistas, modelos e famosos, para depois falar sobre impressões e tendências.
O brilho pelo universo da moda, principalmente pela história, permaneceu por um bom tempo; cheguei a fazer alguns freelas na área e até acompanhar alguns desfiles que rolavam em eventos em Porto Alegre. A questão é que, justamente por tanto pesquisar o que muitos veem apenas como glamour, eu entendi logo cedo que havia um corre insano e egos inflados demais para mim.
Percebi que estava mais próxima da Andy Sachs que ri dos cintos azuis do que qualquer projeto de Lilian Pacce que eu imagina ser.
[Importante dizer que eu admiro DEMAIS quem escolhe o universo moda como profissão, só não era pra mim. E tudo bem. Seguimos.]
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Na última semana, eu e uma das minhas melhores amigas fomos ao cinema conferir como andava a vida da Miranda Prisley. Gostei muito de como o roteiro aborda o penhasco sobre o qual vive o jornalismo, sobretudo publicações impressas — as quais sempre amei e vi serem enxugadas bem na minha vez.
Não sei como é ser demitida no meio de uma premiação, mas vi muitos colegas de profissão serem desligados, sem mais nem menos, após anos e anos de dedicação a grandes corporações da mídia. Muitos seguem atuantes, ainda que com algumas adaptações (como é o meu caso). Outros, trocaram de profissão por completo. Eu mesma tive minha(s) parcela(s) de crise, mas, with a little help from my friends, sigo por aqui.
Meu trabalho de conclusão na faculdade tratou justamente do fim do jornalismo impresso. Assim como concluí na época (e lá se vão quase 20 anos), é possível verificar que o jornal impresso em si não acabou. Agora, que as redações e o modo como consumimos notícia mudaram, isso é inegável. Não vou bancar a saudosista e dizer coisas como “naquele tempo era melhor”, porém, como profissional do Jornalismo, mantenho firme o posicionamento de que uma boa apuração - que é o cerne da informação de qualidade - exige tempo e olhar criterioso.
E não, nem todo mundo pode fazer isso. Porque nem todo mundo sabe como.
E sim, isso importa. E muito.
As inseguranças pelas quais passa (e sempre passou) o Jornalismo é tema que rende um número sem fim de newsletters, mas vamos voltar ao filme e o que ele despertou em mim (para além das memórias da Luísa estudante de Jornalismo que viu o primeiro filme em 2006 e aí se formou e fez muita coisa e também entrou em crise mas não desistiu e socorro essa história fica pra depois).
Muito mais que a sequência sobre uma chefe egocêntrica e declaradamente workaholic, o filme também encontra formas de expor a arrogância/ignorância do homem hétero branco de certa idade (nem todos, mas sempre um), assim como mostra personagens femininas que acreditam que o melhor é se render (assista ao filme e descubra). Há, contudo, as que resistem, e é isso que me fez gostar ainda mais da sequência de O Diabo Veste Prada.
É uma batalha difícil e extremamente realista - assim como a crise do Jornalismo.
Mas não impossível.
Para seguir a semana…
Vamos falar da parte legal da escrita? Terminei recentemente a primeira temporada de Rooster, com o sempre fantástico Michael Scott Steve Carell. A vida nem sempre é a rotina de professores e estudantes em uma universidade fofinha e fictícia nos Estados Unidos, mas às vezes - só às vezes - vale escapar um pouquinho (e, no meu caso, lembrar alguns dos reais motivos que me levaram ao Jornalismo).




Opa, fiquei ainda mais animada pra assistir (e adorei Rooster!). Que coisa esse sentimento de "bem na minha vez" né? Vejo isso em tantas áreas... Acho que vale uma edição própria 😁
Hey querida! Atrasada, mas espero que ainda em tempo: parabéns 🥳 Que este ano que se inicia seja lindo, cheio de realizações (temos que insistir sempre!), muita saúde e amor! Um beijo carinhoso 🌷